terça-feira, 3 de julho de 2018


JÁ FUI COBRADOR DE ÔNIBUS
Uma experiência marcante que mudou muitos conceitos para mim.

Depois que  briguei com a minha avó, por causa de um tomate cerejinha, decidi ir embora. Já estava com 17 anos e não via futuro nenhum trabalhando na lavoura.
Muito chateado, chamei meu saudoso avô comuniquei a ele minha decisão em caráter irrevogável. Nervoso e gaguejando muito, concluiu que aquela era uma decisão acertada pra mim. Acho que ele também já estava de saco cheio comigo.
De manhã cedo, peguei uma carona com o Zé padeiro e fui parar em Pato Branco. Na casa da tia Maria que me acolheu por ser detentora de um coração maior do que ela.
Em Laranjeiras do Sul - PR
E agora, o que fazer com um camaradinha: “mais perdido que calcinha em noite de núpcias”? Eu mais parecia aquele mineiro perdido que ao chegar na cidade grande definiu direitinho a sua situação parecida com a minha: “Não sei onkotô, donkovin e nem poncovô”!
Usando dos seus conhecimentos e a sua influência de amizades que tinha na sua igreja evangélica, minha tia muito habilidosa começou a procurar serviços pra mim. Conseguiu com um velho conhecido um trabalho temporário pra eu ajudar  fazer umas prateleiras na loja do Rozimbo. Em poucos dias o trabalho acabou e lá estava eu de novo “matando cachorro a grito”.  Foi quando surgiu outra oportunidade, ajudar na pintura de paredes residenciais. Mas lá também o emprego não demorou muito pra acabar.
Foi quando minha tia conseguiu pra mim uma atividade de ajudante de calceteiro. Para desempenhar as atividades de puxar terra, pedras irregulares e paralelepípedos para calçar ruas. Eu ajudei a calçar um trecho da Rua Tocantins em Pato Branco. Mas foi por pouco tempo. Uma chuvarada prolongada inviabilizou os trabalhos no calçamento. Foi então que o Tio Elias, homem de alma boa convidou-me pra buscar alguma atividade em Francisco Beltrão.
Naquela cidade, fui morar em uma república atrás do quartel do Exército, juntamente com tio Elias, e mais três colegas seus, funcionários do Departamento de Estradas de Rodagem. E sabem o que eu fazia lá? – Nada. Pela janela do prédio ficava olhando as atividades dos recrutas.Ria muito quando o comandante gritava: - Esquerda volver! – e o soldado novo virava pra direita e dava de frente com o colega.

Em uma manhã de segunda-feira, o Luiz Carlos, um dos colegas do meu tio, retornou à república onde morávamos para apanhar alguns documentos. Eu estava lendo meu Pé de Laranja Lima de José Mauro de Vasconcelos. Eu lia muito e me identificava com o Zezé, personagem do livro.
Luiz Carlos me perguntou se eu gostaria de arrumar um emprego. Falei que sim, que estava ali pra isso. Então perguntou-me se poderia ser de cobrador de ônibus. Consenti. Aliás esse era o meu maior sonho. Ser cobrador de ônibus. Conduziu-me então até à garagem da empresa onde funcionava também o RH. No meio do pátio estava acocorado o Sr. Orlando, chefee e proprietário da empresa. O Luiz Carlos cumprimentou e disse-lhe: - Dê emprego de cobrador pra esse menino! – Orlando olhou pra minha estatura e perguntou: - Tem carteira profissional e carteira de saúde? – Respondi que sim! – Então começa amanhã. Foi nessa oportunidade que eu entendi o significado da sigla QI. Não como Quociente de Inteligência, mas como Quem Indica.

sábado, 3 de janeiro de 2015

“Os mar que vem pra bem”


Na escola aprendi que meu nome é um erro de concordância, e que deveria ser: O mar ou Os mares, em se tratando de oceanos estaria correta a ortografia, considerando os efeitos cacofônicos.

Há um dito popular que afirma: “Deus escreve certo por linhas tortas”, eu contesto e reafirmo que Deus escreve certo por linhas certas, pois o mundo me ensinou que há “muitOsmar que vem pra bem”.

Deus pode transformar o mal em bem, a exemplo da história de José, vendido por seus irmãos como escravo e que depois se tornou governante do Egito para salvar não somente seus irmãos, mas toda a casa de Israel da destruição.


Entenda por que um pequeno tomate mudou o destino da minha vida
Nasci no interior de Coronel Vivida, que na época se chamava Barro Preto, num lugarejo do sudoeste do Paraná chamado de Jacutinga, embora no meu registro conste como natural de Chopinzinho. Muito cedo mudamos para Mangueirinha, onde passei toda minha infância e adolescência morando na lavoura em um sítio no interior do Portão, perto do Morro Verde.

Deixei a casa paterna aos 13 anos de idade, por incompatibilidade de gênios com meu velho pai, o professor Oscar, portador da doença do alcoolismo e que faleceu aos 54 anos, embriagado e deixou-nos um grande legado de coisas que não se deve fazer.
Fixei residência na casa dos meus avós maternos dona Ana e o velho Ludovico que me acolheram com toda bondade e carinho. Em troca da morada e a comida eu os ajudava na lavoura, arando, plantando, colhendo e ajudando na lida da roça.

Numa manhã de sábado, dia limpo, bem cedinho atrelei a junta de bois no arado e fui pra lida. Ao chegar no local onde iria preparar a terra me deparei com um lindo pé de tomate cerejinha que nascera espontaneamente justamente no local onde passaria com o arado. Como estavam maduros, colhi-os e guardei sob um sombreiro. 

Por volta das 10h da manhã, como o sol já estava quente e pra não judiar dos bois, coloquei os tomates no chapéu de aba larga e voltei pra casa. Antes de tirar a canga dos bois passei em casa e deixei sobre a mesa o chapéu cheio de tomatinhos vermelhos. Soltei os animais no pasto, guardei o “arriame” e estava entrando na cozinha com a goela seca de vontade de tomar um chimarrão. 

Minha avó uma italiana daquelas que quando falava fazia tinir as panelas penduradas no paneleiro, estava fazendo polenta. Morava temporariamente na casa da vó, uma garotinha de uns quatro ou cinco anos de idade que teve a péssima ideia de apanhar um daqueles tomatinhos que tão sofregamente eu trouxera, colocar no assoalho e pisotear sobre ele transformando-o numa meleca. 

No exato momento em que pisei o degrau da escada, ouvi os impropérios da minha avó numa frase que até hoje retumba nos meus ouvidos: “Não sei por que trazem essas merdas pra dentro de casa, só pra fazer sujeira”! Fiquei paralisado com o que ouvi. Minha avó; chamara de merda os tomatinhos que eu havia colhido com tanto carinho e trazido para ajudar na culinária. 

A “Véia Ana” estava indignada, não com a menina que esmagou o fruto no assoalho, mas comigo por que havia recolhido e imaginado ter feito uma boa ação. Aquilo doeu mais que uma cacetada, doeu na alma. Estragou o meu dia. Não entrei em casa. Saí, não almocei, voltei pra lavoura catei algumas folhas verdes e pepinos pra saciar a fome. Voltando à noite não jantei, deitei mas não dormi. Estava emburrado e muito triste. Pensei, chorei e decidi: Vou embora daqui. 
Luiz Baranóski - Ludovico

Agi pela emoção e não pela razão. Na segunda de manhã, chamei meu avô, conversamos e falei pra ele da minha decisão. Meio relutante me apoiou. No dia seguinte peguei carona na Kombi do seu José, um padeiro evangélico que distribuía pães em Mangueirinha e Região e fui embora pra Pato Branco, onde fui muito bem acolhido pela saudosa tia Maria. Nessa cidade enfrentei as mais duras penas. Menor de idade, sem profissão e sem estudos. Não fosse a bondade dos tios Maria e Elias e a minha fé, menor que um grão de mostarda, eu poderia ter entrado por caminhos tortuosos. Mas esse é um capitulo que contarei oportunamente.

Meu saudoso avô Ludovico faleceu atropelado em Dois Vizinhos e minha avó faleceu alguns anos depois na mesma cidade.

Por quê Osmar que vem pra bem?

Numa oportunidade eu proferia uma palestra para um grupo da terceira idade. Ao término, conversando com algumas pessoas dentre elas uma senhora de uns 70 anos de idade lhe perguntei por que aquele galho de arruda atrás da sua orelha esquerda? De pronto ela me respondeu num caipireis coloquial: “Isso aqui é pra espantá os mar!”. Não tive dúvidas... garrei o trecho.

sábado, 21 de junho de 2014

Ser Igreja é jogar no time de Jesus


Para jogar no Time de Jesus, e fazer o gol da união, nesse time não tem reserva, com Jesus Cristo todos são titulares.

Por ocasião do Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado no dia da Ascensão do Senhor, o Papa Francisco escolheu o tema: A Busca por uma autêntica Cultura do Encontro, refletindo sobre a importância das mídias sociais como ferramentas para Evangelizar e facilitar o encontro das pessoas consigo mesmas, com os outros e com Deus.

Com a advinda da Copa do Mundo ao Brasil foi oportuno fazer essa correlação, uma vez que o futebol no Brasil é tido como uma paixão nacional.

Papa Francisco afirma que é preciso superar o racismo e que o futebol deve ser uma escola de construção para uma cultura do encontro, que permita a paz e a harmonia. O Pontífice usa também uma gíria brasileira para defender o espírito de equipe não só no esporte, mas entre as pessoas e culturas: "Não é só no futebol que ser 'fominha' constitui um obstáculo para o bom resultado do time; pois, quando somos 'fominhas' na vida, ignorando as pessoas que nos rodeiam, toda a sociedade fica prejudicada". O Papa afirma esperar que a Copa seja, além do esporte, festa de "solidariedade" entre os povos.


É preciso tomar cuidado com o perigo do ostracismo, fechamento das pessoas entre si provocado pelo uso indiscriminado das mídias, especialmente os celulares, a internet e seus aplicativos, que muitas vezes dão a falsa sensação de liberdade e inserção na sociedade, quando de fato as pessoas vivem num mundo virtual, que não raro acaba levando o individuo a um isolamento tão grande que frequentemente culmina com dezenas de pessoas sob o jugo de uso de drogas, da depressão e não obstante, da morte violenta.Talvez por que faltou a cultura do encontro pessoal e comunitário.

Recordando como no passado, o futebol era uma ferramenta de promoção do encontro, principalmente nas pequenas cidades, vilarejos e zonas rurais. Nos finais de semana, adolescentes jovens e adultos, marcavam pra logo depois da novena uma partida de futebol quer seja amistosa ou um campeonato e por que não um torneio cujo valor agregado era nada mais que o prazer de se encontrarem para medir suas forças e suas capacidades técnicas em campo, mas o que tinha peso maior era o prazer de se encontrarem. Era a alegria de rever o amigo, o colega, o compadre, o vizinho e comprovar que estava tudo bem com ele. 


Como hoje vivemos em uma selva de pedras, onde até os campinhos de futebol viraram produto de exploração imobiliária, a opção encontrada por muitos jovens e adolescentes é se refugiar no quarto, que logo se torna entediante e principalmente um presídio inclusive para as emoções.

Mas é importante dizer que existem alternativas que precisam serem buscadas constantemente, como por exemplos: Os encontros de jovens através da pastoral da juventude, os Grupos de Reflexão e outras alternativas de encontros em pastorais e movimentos. São tantas as alternativas que promovem encontros que é possível fazer algo prazeroso e útil. Além da área dos esportes, a cultura também facilita o encontro das pessoas para estreitar os laços de amizade.

Que tal, pessoas que se encontram para tomar um chimarrão, conversar, promover algum evento cultural como as rodas de viola, músicas, teatro, enfim. Há uma gama de situações que podem muito bem promoverem a amizade, o companheirismo e daí surgir algumas ideias que desperte nas pessoas o entusiasmo, a alegria e o prazer de sentir útil jogando no Time de Jesus. Nesse campo tem vagas...


Pense nisso.

Diácono Osmar Vieira
Jornalista - DRT-PR 04975

sexta-feira, 13 de junho de 2014

CRISTO ENTROU EM MEU CORAÇÃO POR UM BURACO
O anjo: Irmã Maria Ignez Mazzero. (em memória).

Quando o medo e o desespero se apoderam da gente, é que sentimos o quanto somos fracos e impotentes diante do magistral poder de Deus.

Há alguns anos, mais precisamente em 1979, após realizar uma bateria de exames, o médico confirmou um diagnóstico que me fez tremer. A hipertensão que ameaçava minha saúde, apesar dos meus vinte anos, provinha de uma cardiopatia congênita. Poderia ser corrigida com uma delicadíssima intervenção cirúrgica no coração. Com uma possibilidade remota de êxito. Por outro lado, certamente sem a cirurgia, dificilmente alcançaria os trinta anos de idade. O coração não resistiria e num momento qualquer poderia deitar-me para jamais levantar. Lamentei profundamente não ser uma pessoa influente e dessa forma conseguir um tratamento especial em Cleveland, nos EUA. Mas tive a grande sorte de possuir amigos de verdade, colegas que me deram apoio moral e financeiro. É bem verdade que alguns deles não acreditavam na possibilidade de um reencontro comigo vivo.
Até então, eu me considerava “católico”, como muitos por aí. Deus não estava na minha lista de prioridades. Não passava de um fariseuzinho, pobre com cabeça de rico... Acomodado, massificado... diria que um alienado.

Mesmo assim eu pensava muito em Deus quando me via em apuros. Nossa Senhora Aparecida sempre era o meu porto seguro. Ao perceber as primícias de uma tempestade, sentia medo e até rezava, embora sem muita convicção. Nos bons momentos, até fazia chacota e ajudava a “tirar sarrinho” e zombar da religião e de Deus.
Diante da realidade, sabendo estar condenado à morte, comecei a me voltar um pouco mais para as coisas divinas. Casado havia pouco tempo, minha esposa entrava em desespero toda vez que tocávamos no assunto (talvez por perceber que em breve poderia tornar-se uma “viúva-fresca”). Desde então, passamos a rezar juntos e ler a Bíblia. Onde encontrávamos frases de conforto que nos enchiam o coração, tais como: OUVI TUA ORAÇÃO E VI TUAS LÁGRIMAS; E EIS QUE EU TE SARAREI (II Reis 20,5).
Com um fio de esperança, deixei o Sudoeste do Paraná com destino a São Paulo, no dia primeiro de maio de 1.979. Na saída, o beijo, um abraço e as lágrimas da esposa... E o conforto na Palavra de Deus: “MÃO DIREITA E TE DIGO: NÃO TEMAS QUE EU TE AJUDO” (Is. 41,13).
Já em São Paulo, descobri que haviam médicos tão capacitados pelo SUS, como nos EUA. No dia 29 de maio, fui conduzido a uma das salas de cirurgia da BENEFICÊNCIA PORTUGUESA e, enquanto eu dormia, sob efeito da anestesia, os médicos abriram uma grande fenda em meu corpo, paralisando o coração.
Penso que Cristo aproveitou a oportunidade, entrou veladamente e alojou-se num cantinho qualquer... NÃO TE DEIXAREI NEM TE DESAMPARAREI (Heb. 13,5).
Dez dias após a cirurgia (que numa verdadeira zebra deu certo), lá estava eu sobre o leito com fortes dores em toda a região lombar (pudera o corte mediu 32,5 centímetros, com 43 pontos. Daria pra ganhar três esportivas e ainda sobrariam pontos). De repente, a porta da enfermaria se abriu e com espanto percebi a presença de um colega que havia percorrido mais de mil quilômetros e naquele labirinto, da selva de pedra paulista havia me encontrado vivo.

Conversamos, rimos, mostrei lhe a cicatriz do corte feito pelo Dr. Zerbini   e a Equipe do Professor Dr. Radi Macruz. Em um dado momento, esse colega perguntou-me se eu era católico. Respondi que sim. Contou-me então que no dia em que eu estava sendo operado, a Comunidade reunida celebrou uma Missa pedindo a Deus pela minha saúde. Lembrou-me ainda que foi um pedido feito pelo meu anjo a freira franciscana, Irmã Maria Ignez Mazzero (in memoriam).
Após esse colega deixar o hospital, uma grande angústia tomou conta de mim. Ao imaginar uma multidão rezando para que tudo desse certo comigo... senti uma grande emoção e então chorei.
Era preciso de alguma forma retribuir tanto carinho e preocupação dos meus amigos. Mais do que nunca, senti uma grande vontade de viver. Ali na cabeceira da cama estava o Livro Sagrado que me inspirava: SABERÁS QUE EU SOU O SENHOR, E OS QUE CONFIAM EM MIM NÃO SERÃO CONFUNDIDOS (Is 49,23).
Euryclides de Jesus Zerbini (1912-1993)
Eram tantos os pensamentos que a gratidão exigia uma mudança de vida radical, ou seja, uma conversão. Incrível, foi preciso acontecer quase uma desgraça, para iniciar-se em mim um processo de desinstalação do comodismo e começar uma ação que durará enquanto houver vida.
Até hoje, foram duas cirurgias cardíacas. A primeira de coarctação da aorta, a segunda, há 10 anos pra instalar uma válvula mitral metálica. Depois, sete dias internado com suspeita de uma fratura cervical, ao sofrer o atropelamento por um FIAT 149... Opa, não era FIAT 147? – Era, mas depois encontraram mais dois defeitos nele elevando-o para 149.
Calma que ainda não acabou! Do ano passado (2013), foram três AVCI, Acidente Vascular Cerebral Isquêmico, um deles me renderam quatro dias internado na Unidade de Terapia Intensiva, que me deu uma entortada, mas não me derrubou.
Dá pra concluir, que Deus nos conquista por Amor ou pela dor, que fomos escolhidos por Deus, e por isso viemos ao mundo numa disputa descomunal, quando um dia na concepção milhares de espermatozoides buscavam fecundar um único óvulo. E nós chegamos lá. Você, eu... 
Meu Deus! Como é possível que alguém tenha a coragem de tirar uma vida, matando ou praticando a pior de todas as covardias, o aborto? "EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA PLENAMENTE" (Jo 10,10).

Por isso acredito que cada um de nós tem uma MISSÃO a ser cumprida. E você Já descobriu a sua? Está esperando o que para se converter? Que abram um buraco no seu corpo? – “SE VÓS ESTIVERDES EM MIM E AS MINHAS PALAVRAS ESTIVEREM EM VÓS, PEDIREIS TUDO O QUE QUISERDES, E VOS SERÁ FEITO” (Jo 15,07).

sábado, 14 de setembro de 2013

Moradores do Atuba estão revoltados com a poluição em uma área de manancial

Na tarde de hoje, 13/09/2013, algumas lideranças comunitárias estiveram no local para avaliar o ambiente e propor medidas para resolver a situação.

Os moradores do Jardim Central no Atuba estão indignados com um depósito de materiais descartáveis que está contaminando o lençol freático, emitindo fumaça tóxica e causando danos à saúde dos moradores.

O local está situado na Rua Maximiano Fontoura da Silva, número 50 uma antiga cerâmica desativada e que servia para o descarte de fragmentos de madeiras de uma empresa instalada nas redondezas. Porém, sem controle, o local começou a receber outros tipos de lixos das mais diversas espécies e procedências.

Os constantes incêndios no local tem provocado intoxicação aos moradores e as crianças são as mais afetadas.

Um abaixo assinado com centenas de participantes será entregue às autoridades do município de Colombo e do Estado do Paraná em breve. Os moradores prometem tomar medidas mais drásticas se as autoridades não providenciarem a interdição do local e dar ao lixo ali acumulado um destino adequado.


Entre as lideranças presentes estava o Pároco da Paróquia Imaculada Conceição do Atuba e Antonio Pinheiro um líder comunitário que está mobilizando a comunidade para ações mais efetivas para que as providências sejam tomadas. Uma interdição na BR 116 não está descartada.



Imagens e texto - Osmar Vieira

domingo, 28 de abril de 2013

Justiça retira da internet matérias que caluniavam padre e Igreja Católica


Quando a Liberdade de opinião é confundida com libertinagem

Blog mal intencionado sai do ar por decisão judicial.

Uma decisão judicial retirou da internet matérias ofensivas, com termos pejorativos, que atacavam a honra do padre Luiz Fernando Lisboa, publicadas no Blog “Salvador do Povão”. Os textos continham calúnias, injúrias e difamações, isto é, mentiras atacando o religioso, a Igreja Católica e outras pessoas, no anonimato, o que é proibido pela Constituição. Após a decisão o blog foi excluído da internet, provavelmente, por seu idealizador.

A liminar foi concedida pelo Juizado Especial Cível de Colombo, no sentido de retirada imediata do material ofensivo pelo responsável do endereço eletrônico www.salvadordopovao.com.br; Google do Brasil, que hospedava o blog; e Facebook, que mantinha links das referidas matérias. Em caso de desobediência, a justiça fixou multa diária de R$ 300,00, com teto de R$ 3.000,00.

O episódio acima serve de alerta aos incautos pseudos “jornalistas”, que sem formação, sem ética e sem caráter, saem por aí usando e abusando das redes sociais, escrevendo asneiras, disseminando ódio, para atender interesses de cunho politiqueiro baseados indevidamente no artigo 5.º da Constituição que dá a todo o cidadão a liberdade de expressão.

Durante alguns meses o blog usou a internet para atacar a Igreja Católica, mais precisamente a Paróquia Santa Teresinha de Lisieux - Guaraituba, em Colombo - PR, na pessoa do seu pároco, o missionário passionista Luiz Fernando Lisboa e outros membros, com textos recheados de calúnias, difamações, injúrias e mentiras.

O material era postado semanalmente no blog intitulado “Salvador do Povão”, cujo proprietário se escondia no anonimato, com seu domínio radicado nos EUA, onde as vítimas não tinham a chance de se defender e sequer o direito de resposta às ofensas e difamações postadas naquele veículo.

Desta forma, o padre Luiz Fernando promoveu ação judicial que culminou com a Liminar concedida pelo juiz Luiz Fernando Tomasi Keppen. “Noto que o sítio em questão, efetivamente, em várias publicações, traz conteúdo pejorativo, o que viola o direito de imagem, outro direito constitucionalmente protegido”, decidiu o magistrado.

Mas a história não para por aí, pois, a Justiça foi acionada e também vai processar e julgar um pedido de indenização por dano moral, em razão das ofensas praticadas pelo autor ou autores do blog. Embora ele não se identifique num primeiro momento, existem mecanismos técnicos e legais para identificar e punir na forma da Lei o responsável, ou irresponsável, por tamanho disparate.

Os danos morais causados pelo “Salvador do Povão” são irreparáveis. Quem conhece a história do missionário passionista padre Luiz Fernando Lisboa sabe da sua reputação, e reconhece a sua dignidade como cidadão e líder religioso.
Padre Luiz Fernando se manteve calado diante dos ataques, até por não ter como se defender, uma vez que o titular do blog em questão não permitiu sequer o direito de resposta, quanto mais de defesa. No entanto, buscou na Justiça os seus direitos, no que foi estimulado e amparado pela Arquidiocese de Curitiba.

Segundo o advogado João Natal Bertotti, responsável pela ação, a liberdade de expressão contém limites legais que preservam a honra, a imagem, a intimidade e a privacidade das pessoas, por isso, as matérias ofensivas ao religioso foram retiradas da internet. 

Cabem, assim, algumas perguntas:
Qual o motivo para tantas calúnias? Por que as pessoas não emitem suas opiniões (todos têm esse direito) com identidade própria?
Será que esse indivíduo que se intitula “Salvador do Povão” trata-se de um “laranja” que esconde na sua casca alguma autoridade que se julga no direito de disseminar a discórdia deturpando fatos e fotos, inclusive com montagens grotescas.

O fato é que existe alguém por trás do “Salvador do Povão” que deve responder aos processos de calúnia e difamação. As investigações prosseguem a passos largos e alguns suspeitos já estão na mira das autoridades competentes.

O titular do blog, que se mantém no anonimato, não por muito tempo, colocou o mesmo à venda. Quem estaria vendendo tem um nome, CPF, RG ou CNPJ. As buscas continuam com o intuito de identificar e processar por injúria, difamação e danos morais o “jornalista” antiético e irresponsável para que pague os crimes cometidos.

Por: Osmar Antonio B. Vieira (Diácono Osmar Vieira)
Jornalista profissional diplomado – DRTPR - 04975




sábado, 9 de março de 2013


Quem mexeu no meu caqui?

O título é uma alusão ao livro “Quem mexeu no meu Queijo?” de Spencer Johnson, M. D, um best-seller, conhecido no mundo empresarial e que abriu a mentalidade de muitas pessoas pelo conteúdo.

No fundo do quintal de minha residência, cultivo há quase três décadas, algumas árvores frutíferas, como pera, pitanga, araçá, goiaba, limão e dois pés de caqui, o da esquerda conhecido como “caqui-chocolate” de excelente paladar. Já o da direita mais comum, era muito ácido, tão amarrento, que se tornava indigesto. Ninguém comia-o.

Mas, por conviver ao lado do cáqui-chocolate, o amarrento acabou se contaminando com a doçura do primeiro e tornando-se uma fruta de excelente paladar, o que prova que a convivência com seres de boa qualidade acaba se transformando em um processo de conversão.

Além dos amigos e vizinhos consumidores das frutas, há um bando de sabiás que sem o menor pudor, invadem as árvores, comem os frutos, brigam e ainda cagam por cima das mesas.

Ontem enquanto juntava os restos de caqui deixados pelos sabiás, pras moscas não proliferarem, ouvia no alto do caquizeiro o som como a reclamação das aves protestando pela minha presença. Imaginem que a minha presença inquieta até os sabiás.
Isso me fez lembrar a existência de alguns elementos inescrupulosos que usando a mídia e a liberdade de expressão sem responsabilidade, se escondem atrás de uma carapaça politiqueira para mentir, difamar caluniar e criar intrigas, sem direito a quem quer que seja de se defender e mostrar a verdade.

Nada sábios. São piores que aves de rapina que roubam o que há de mais sagrado dos outros, a dignidade. Não merecem consideração alguma.
Para esses seres inescrupulosos, almejamos que Deus tenha compaixão, perdoe seus pecados e os conduza à vida eterna...

Texto e imagens: Diácono Osmar Vieira